
A Erikah postou um comentário tão absolutamente intenso no post anterior (o que não se manifesta como novidade, tendo em conta a sua rotineira forma de transcender o nada que nos cerca), que me fez pensar, e pensar, e repensar pra então concluir: "putz, não sou extraordinária assim, cara!". E então recordei a frase do Carlos Drummond "sem feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade". Verdade, viu Erikah e companhia ilimitada? Tive vários amores eternos que duraram alguns meses, outros improváveis casos que se tornaram casamentos, tenho um filho pequeno e às vezes simplesmente não sei o que fazer pra ser melhor pra ele do que sempre fui pra mim mesma. Tenho medos (das não-escolhas, essencialmente), alergia a esmalte (e o hipoalergênico sempre me chateia porque não brilha tanto, porque não dura o suficiente, porque custa dez vezes o valor que as mulheres não alérgicas pagam para terem unhas lindas), um meio-marido que não entendo, coisas, histórias e pessoas passadas que vez em sempre me revisitam sem motivo aparente. Tenho dores agudas nos pés quando fico tensa (ponto fraco dos piscianos, verdade! juro!) e passo horas a fio planejando como fazer aquela oração que vai salvar meu dia. Sou crédula e me perco entre lágrimas quando vislumbro boas coisas, pessoas generosas, novidades reais, imaginação fértil e sexo intenso. Portanto, a junção de marte e vênus vai sendo descoberta dia após dia e as quedas e cicatrizes é que tornam as pernas lindas! Celulites, estrias e o adeus do homem que você pensou que seria eternamente seu não são catástrofes reais. Ser feliz com todos os buracos dos pregos tirados das paredes da alma é que verdadeiramente fará de você uma pessoa leve. E digo mais: tá doendo? Vai passar. Ah se vai! E haverá um momento lindo na sua vida em que você sentirá de forma quase sobrenatural que apesar de... você está de pé. Isso, amores, fará com que Drummond tenha toda razão!
P.S: Sobre o Wanderley: captou a mensagem escrita bem lá no fundo dos olhos lindos do Chico, querido! Beijo na alma.
mais pê-ésses: Guará querido lindo, fofo, genial: irei ao bar do "blá", certamente e vou me deliciar, eu sei. Isaac, amore: também sinto saudade demais, mas a morte dela (a saudade) se dá na infinitude do momento em que leio você nas escolhas textuais mais sintonizadas ever!