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domingo, 17 de outubro de 2010

Adivinhe quem é???



"Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”


A Clarisse de novo dizendo tudo por mim. Sabe aquele hiato de inspiração que te toma tudo das mãos? Como se nada estivesse verdadeiramente sendo provocado, como se as coisas independessem de decisões e estivessem te atropelando todo dia? Como se a figura no espelho fosse uma imitação barata de você mesmo? Pois é. Será que abandonar a impulsividade nos torna menos originais de fábrica? Será que amadurecimento não o véu da incompetência, uma luva da covardia? Sei não, hein!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A vida acontece em cilcos, vertiginosamente. Hoje eu quero apenas "uma pausa de mil compassos"** pra contemplar o passar do tempo e o reafirmar de um mar revolto de sensações.
**Paulinho da Viola

terça-feira, 22 de junho de 2010

Thinking about...

Quem tiver os créditos dessa imagem, favor avisar a direção do cafofo. Tô tão cansada que hoje foi na base do copy-paste by google. Beijo me liga.

Não posso dizer que estou situada. Muita coisa ultimamente. Mas isso interessa tanto quanto o fato de eu não estar assistindo a nenhum jogo da copa do mundo, não saber o que o Dunga pensa da vida, não ter nenhum fio da meada pra um papo sobre favoritos ao título. Interessa tanto quanto eu ter ficado sabendo da morte do Saramago ontem, quando já tinha passado tudo. Tanto quanto eu estar sabendo dos humores e das dores do meu filho por telefone, não ter notícias do meu pai a meses, não fazer sexo nem amor a algum tempo. Não estar situada é tão absurdamente superficial quanto esse texto, quanto a greve total em Brasília, quanto o quinto rompimento de blá blá Júnior. Grave é o movimento das ondas do mar, inelegibilidades, desabrigados no nordeste, crescente massa de iletrados, proximidade das eleições 2010, buraco na camada de ozônio, sustentabilidade. Grave é não ter parâmetros pra sorrir o seu sorriso ou doer a sua dor.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sem saída.

“Eu disse a uma amiga:
— A vida sempre superexigiu de mim.
Ela disse:
— Mas lembre-se de que você também superexige da vida.
- Sim.”

(Clarisse Lispector)

Essa sensação que não consigo definir está despindo meu desejo às avessas, desfazendo os entendimentos sem citar as fontes pra me desmascarar: exigente, imperdoável, implacável na arte de querer mais e melhor. Como se tivesse a pretensão de ser perfeita. Como se os vãos na alma não me fizessem chorar, como se minhas próprias máscaras não estivessem realmente gastas, como se minhas sutilezas fossem menos vis que as demais. Descubro-me num beco sem saída. Já não sei dizer se sou franca ou cruel. Não sei se minhas palavras elevam os destroem. Nem se minhas pretensões conscientes são realmente demonstradas quando a verbalização é o meio que encontro pra dizer a que vim. Aquilo que eu desejo é justamente o que se desprende de mim sempre que me abro. E não sei responder, se me perguntarem, porque a franqueza me apetece a ponto de não ter limites pra ferir. O pior é que talvez isso seja somente egoísmo. Porque afinal, não posso ferir ninguém sem me sangrar. Talvez seja isso: ou salvo você ou me perco de mim.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pensando enquanto não escrevo nada


Estou cansado de frases feitas, e poesias de amor. Estou me redimindo dos meus atos passados, pensando no meu futuro. Agindo de forma eloqüente, a vida é só um risco, e nela só existem mudanças. Seria fácil dizer quem sou no momento, mas de que adiantaria? Amanhã já não seria mais nada. É bonito se identificar, é bonito ver o que somos, mas em um minuto deixamos de ser, e tudo se torna velho. Bom mesmo, é deixar que o silêncio responda por si só.

Hemerson F.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

...



Então se esgotaram todas as tuas tentativas de superar as faltas. E tu choras. E sentes o gosto de chorar na boca. E de repente todo o teu corpo é tomado pela úmida rendição escrita nos olhos e tu te entregas ao cansaço de mil dias que vens disfarçando a tempos. Soluços como fortes rajadas tomam teus sentidos e teus olhos se cravam asperamente porque querias demais não sentir. Mas é mais forte que a vontade de parecer bem. Como se tua alma sitiada buscasse escape e na solidão dos nadas acumulados, se esvaisse em água. Admitindo humanidades.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Oblíqua

eu. você. coração. rouquidão. loucura. pasmaceira. nervosismo. rubor. pernas. paciência. mãos. olhos. aproximação. tremores. sorrisos. desejos. sonhos. cheiro. sabor. toque. quietude. você. eu. ardências. palpitações. quereres. paixão. insistência. estratégia. silêncio. tentativa. erro. dor. tempo. tempo. pausa. reencontro. beijo. calor. insensatez. pecado. púrpura. escarlate. fogos de artifício. pensamentos. dois. encontro. cintilância. saudade. pureza. calafrios. amor.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Isso é uma prece

UNCHAIN MY HEART

sexta-feira, 26 de março de 2010

A indolência é o apêndice da nobreza, já diria meu grande Robert Burton. Entonces, deixá-los-ei, indolentemente, com seus próprios pensamentos porque seria crueldade escrever o que quer que fosse hoje nesse estado descontrol que estou por causa dos medicamentos do médico-do-ouvido(argh!!). Modus que: essa semana fui marcada por três descobertas: Mári, Wanderley e Guará. Permaneçam.
Love all of you

terça-feira, 23 de março de 2010



Tristeza passa. Vontades arrefecidas pelo tempo passam. Solidões mudam de forma como água que se amolda ao recipiente que lhe cabe para o momento. A dor de despertencer, no entanto, persiste como peristem as coisas sólidas. Como brilham estrelas. Como desabam as águas de março - insistente, forte, infalivelmente. Não há nada que se possa fazer.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Notícias do front


Dor de ouvido lancinante. Pausa para reflexão. Remédios e espera. Voltamos à programação normal quando o Katrina passar. Beijo. Saudades.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Escolhas e presentes do caminho

Do meme desvilculado de link ou URL. Quem souber o autor, please como sempre, e-mail pro cafofo.

As minhas particularmente, têm sido escolhas magníficas. Pra galgar passos até meu sonho devo apenas aceitar a condição de ser humana. Pra amar, tenho tido a grata missão de aceitar tantas e tamanhas demonstrações de afeto, até de desconhecidos. Resumindo a ópera: sou uma pessoa afortunadésima porque minha missão de renúncia reside em aceitar. E aceitar tanta coisa boa é facílimo.
Sobre os presentes no caminho, minha mais nova surpresa tem sido o Isaac que tem um blog sugestivamente batizado "Alma". Se fosse você iria lá aprender mais sobre o Acre. É super instrutivo e ele é de uma fofulência pra poucos. Consegue citar Oscar Wilde num simples comentário deste humilde cafofo minha gente, te mete!
Em suma, beijo Isaac, beijo não menos importantes queridos leitores de todos os dias, que a fila anda e meu prazo é curto. Agora estou direcionada a correr atrás do sonho e venho aqui vez ou outra pra curtir (mais) a maratona.
Amoooooooooooooooo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


Já experimentou a sensação de estar completamente só? O que virá depois desse abismo de silêncios? Muitas vezes o nada pesa mais que o tudo e "nós" é a terra de uma rainha louca que grita e exagera na dor até ficar entregue à tristeza plena. Ela é estéril e não acredita em futuro nem permite que lhe chegue o sol. Sua voz está rouca de modo que não há melodias possíveis e ela quer usar unhas e dentes pra ferir a fim de conferir alguma cor a seu mundo black and white. Mas, tergiversando (num momento visivelmente confuso, eu sei) - se o reino de nós é tão absolutamente obscuro, porque raios não partir dali rumo às incertezas de alguma terra distante?? Está com medo? Pena? Remorso? Ou quer garantir perversamente o prato feito do dia e a proteção das inquestionabilidades? Pense, garota. Pense um tanto mais.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

To real life!



Quando te olhava e beijava, acariciava e amava, quando andávamos de mãos dadas na praça, e quando íamos ao cinema sem nos importar com que filme assistir, queria apenas ter pra onde voltar. E era doce saber-me em teus olhos e acariciar os relevos de tuas impressões digitais sobre minha pele quando não estavas ali. E a sutileza de planejar futuros filhos, escolhas perfeitas, a casa dos sonhos, o amor para sempre... me mantinha viva, positiva, indiferente aos rigores do tempo, aos desgastes da convivência. Renovávamos os planos diariamente e tantas primeiras vezes nos davam a sensação de estarmos eternamente suspensos num espaço de ternuras, pertencendo um ao outro sem medida. Mas por um capricho da vida real (e nela não há muitas eternidades disponíveis, reconheço), tu te tornaste um homem comum, desses que se esvaem como vapor de perfume barato, desses que não fazem falta, que se pode esquecer com a busca de outro amor. Aquele de ti que me pertenceu hoje reside protegido num espaço-tempo de sonhos e vez em quando sai pra passear dentro de mim, sussurrando estrelas.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Oh my goodness!

Seis bilhões de pessoas no mundo, seis bilhões de almas.. E algumas vezes ... tudo que você precisa é de uma!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Imploro


Não peça clemência, nem autocontrole, nem piedade, nem compaixão, nem perdão, nem tão pouco aguarde que surja de mim o amor cálido de outrora. Não estou preparada pra ofertar o que nem sei se tenho. Não espere que eu entenda tuas mudanças nem que as supere sem lágrimas, muito menos que te deixe partir sem me lamentar pela água derramada. Não sou quem esperas assim como tu não representas o porto seguro que eu tive. Estou secando aos poucos nesse sol de desalentos que deixaste pousado sobre meus dias sem a menor piedade. O doloroso nisso tudo é saber-te em mim até o fim dos meus dias. É perceber a inevitabilidade desse vínculo de sangue. É admitir minha prescindibilidade na tua vida e a tua importância na minha. Enxergar que o amor é insólito, marcante, caprichoso e muitas vezes o amor é hostil. Mas sobre todas essas coisas o que arde realmente é me culpar e condenar por admitir a insensatez de ser humana.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Em frangalhos

E houve um pedaço de mim que era doce e se embevecia com amores e cuidados e que queria mais que simplesmente preservar-se. Houve uns olhos piedosos que me ensinaram a ser mais de mim mesma sem necessitar ferir ninguém. Houve um tempo em que suas mãos eram enormes e me ofereciam alento e segurança e rumos e me protegiam do mundo. E agora que esse pedaço se transformou em trapos não sei bem o que dizer. Minhas dores lancinanes parecem refletir a singeleza de um amor que não consigo devolver como quereria, como conviria, como ele necessita. Desaprendi a piedade e não posso salvá-lo do poço fundo onde se meteu, mas dentro de mim, ainda o amo mais do que poderia suportar. Aparentemente absurdo dizer que meus gritos eram de amor. Nem toda verdade é singela.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Hora de pirar




Tudo bem. Entendi que é hora de deixar o sentimentalismo de lado de arregaçar as mangas recomeçando pela zilhonésima vez. Talvez seja isso que eu precise descobrir no fim da estrada: a beleza dos refazimentos, a força recôndita na alma quando a gente acha que não pode mais. Eu posso. Pirei agora, mas já era mesmo hora de sair da inércia e traçar outros caminhos, quem sabe alçar vôos mais ousados?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009